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Um Retorno a Quem Se É

Quem é você quando não depende de ninguém? No que você acredita por conta própria?


Essas são algumas perguntas que a Natalie Rogers faz para si mesma em seu livro A Mulher Emergente, quando fala sobre a perda da identidade e de sua solidão durante seu processo em assumir o papel de esposa e mãe.


A Natalie traz esses questionamentos quando sente que não conhece mais quem ela é fora desses papéis que escolheu durante a sua vida. Como se ela fosse só uma pessoa que dependesse de outras e que sua funcionalidade estivesse diretamente relacionada às pessoas que dependiam dela.


Sentia que seus conhecimentos e suas opiniões haviam perdido totalmente a validade, restando uma profunda solidão ao perceber que havia perdido sua identidade.


Essa solidão tem a ver com não saber mais quem se é, por não ser seu próprio centro. É uma solidão que faz com que a gente se perca de nós mesmas, que transfere a nossa identidade para outras pessoas e nos priva do nosso auto direcionamento.


Lembrando que esse sentimento não precisa estar ligado a um relacionamento, mas pode ser aquela sensação de que a vida se tornou somente uma resposta aos outros e acaba perdendo o sentido para nós mesmas... conhece essa sensação?


Só que conforme a vida foi acontecendo, a Natalie percebeu que a escolha de ficar só também poderia estar relacionada de alguma forma com esse “retorno a si” e compartilhou algumas percepções que surgiram em seu processo:


Passar um tempo com si mesma, sonhando, imaginando o que mais gostaria de ter na vida, ajudou a ampliar sua visão e aumentou sua capacidade de escolha.


✨Aprendendo a se levar a sério, reconhecendo e dando valor às suas ideias e necessidades, pôde desenvolvê-las e comunica-las com mais facilidade.


✨ E assumindo a responsabilidade por sua vida, correndo mais riscos, estando mais consciente de si mesma, de seu corpo e seus sentimentos, passou a se sentir mais livre para planejar suas próprias mudanças pessoais.


Esses foram alguns de seus aprendizados que vem fazendo parte também da minha experiência de auto responsabilidade e amadurecimento.


Sei que cada trajetória é única, mas talvez essas percepções possam surtir um efeito aí também 🙃


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